
A CANÇÃO DE KALI, primeiro romance de Dan Simmons, é um livro ímpar no género do fantástico. É um daqueles títulos que integra inevitavelmente qualquer lista das obras de referência, e fá-lo de pleno direito. E é um livro que não é desconhecido do público português, tendo já merecido uma primeira edição pela Clássica em 1993 , e voltando a ser reeditado pela Saída de Emergência em 2005, em ambos os casos com tradução de João Barreiros.
Pois bem, chega amanhã, dia 20, às bancas uma nova edição da Saída de Emergência, comemorativa dos 25 anos da edição original da obra, surgida pela primeira vez em 1985. Esta nova edição, que apresenta um grafismo bastante apelativo (e ao qual a digitalização que ilustra este post não faz a devida justiça) inclui um prefácio de minha autoria e um posfácio de João Barreiros.
Simmons, estranhamente, não tem mais nenhum dos seus livros traduzido para português (embora a Saída de Emergência vá também publicar muito brevemente o CLUBE DE PATIFES, tradução do excelente THE CROOK FACTORY), daí que no meu texto introdutório tenha procurado contextualizar a obra na carreira do autor e na evolução do género em geral. Já o João Barreiros, recorrendo mais uma vez à sua quase sobrenatural capacidade de interpretação do fantástico, demonstra como A CANÇÃO DE KALI continua a ser um texto determinante e actual volvido quase um quarto de século desde a sua publicação.
Para aqueles que ainda não tiveram oportunidade de ler um livro de horror que o é abertamente ao mesmo tempo que transcende os limites do próprio género, esta é uma excelente ocasião para o fazer. E aqueles que já adquiriram uma ou outra as edições anteriores, podem agora, se assim o quizerem, fazer o hat trick das edições nacionais e, ao mesmo tempo, desfrutar (ou não) dos novos textos que abrem e fecham o volume.


