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terça-feira, 10 de março de 2009

É impressão minha...


...ou os blogues mais interessantes continuam a ser aqueles cujos autores não se deixaram seduzir pelo patético fenómeno do Twitter?

É fascinante observar que as metes sãs que ainda não sucumbiram ao grasnar constante dos esfomeados da fama e da presença no mundo percebem a comunidade twitter como algo animalesco. Desde o início que a coisa se me afigurou mais ou menos como um imenso aviário; Pacheco Pereira, certeiro como sempre, vê-a mais como um peixe. E é pertinente citar alguns excertos:

A ideia de que esses mecanismos trazem uma nova “sociabilidade”, é inteiramente
contestável, a não ser que se seja estudante do sétimo ano e se descobrir ao
mesmo tempo e com todo o deslumbramento o mundo aditivo dos teenagers, drogas, sexo e rock and roll, que eu espero não seja a “sociabilidade” dos deputados da nação. Mas adultos? Adultos que representam a nação, a passarem o tempo a trocar trivialidades, bocas e picardias numa linguagem apenas um degrau acima dos SMS,
gutural e primitiva, em 140 caracteres e que acham que isso é “sociabilidade”?Espero bem que não enfileirem numa forma de falar, ou pior ainda de pensar, que tem a característica de fazer crescer o primata que há em nós. Nem sequer o primata, mas o anfíbio, o peixe ancestral que abre e fecha a boca num mar profundo.

Mas se querem realmente uma boa razão para abandonar mais esse devorador de tempo, encontram-na aqui, no Brian Unger's Exploring The Darker Side Of Tweets and Twitter (basta clicar em The Unger Report e uma vez na página clicar Listen Now):


O link e a imagem que ilustra este post foram subrepticiamente subtraídos daqui.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Palavras que vale a pena repetir...


Do editorial do mais recente número da Free Enquiry (Outubro/Novembro 2007), onde Paul Kurtz define o seu conceito de Neo-Humanismo e reflecte sobre o papel da hierarquia da Igreja Católica no vergonhoso caso do abuso sexual de menores em Los Angeles; sobre as críticas visando a recente publicação de nada menos que seis livros pelos cinco cavaleiros do ateísmo (Dawkins, Harris, Dennett, Hitchens e Stenger), eis o o que tem a dizer:


"Yet nary a word of criticism has been made about the fact that the latest Harry Potter book by authorJ. K. Rowling, Harry Potter and the Deathly Hollows, had a firt printing of twelve million copies. I do not wish to be accused of being an old fuddy-duddy, but I deplore the fact that millions of young people rush out to devour books of fantasy, touting witchcraft and other paranormal phenomena, without even a semblance of skepticism. Bookstores are so eager to stay in business, they've had special parties for readers heralding its publication. Why not have such parties for bestsellers that are science fiction but at least ground their speculations in responsible extrapolation from the known?"