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quinta-feira, 6 de maio de 2010

The Game is On Again


E cá está. Após um único mês de interregno, a Os Meus Livros regressa às bancas, com equipa sólida e apenas ligeiramente renovada, retomando a numeração onde esta tinha sido interrompida (esta é a edição #86) e, claro, continuando a prestar atenção ao que se vai publicando de FC&F entre nós: este mês, textos sobre Dog Mendonça e Pizzaboy, Contos de Poe, O Grande Retrato, Se Acordar Antes de Morrer, O Elmo do Horror e O Mago.

No editorial, João Morales, mais uma vez ao leme da embarcação, recorda que não é a primeira vez que a revista é cancelada e ressuscita. Para mim, é a terceira encarnação em que participo nesta fascinante publicação com vida de gato. Esperemos que regresse para, pelo menos, mais cinco anos...

segunda-feira, 15 de março de 2010

Game Over


Foi em Março de 2005, depois de publicar meia dúzia de críticas na Os Meus Livros então dirigida por Teresa Coelho, que me estreei na nova OS MEUS LIVROS, agora sob direcção do João Morales. Foram cinco anos de colaboração ininterrupta, onde aprendi imenso sobre o nosso mercado editorial, e sobre a mecânica de trabalhar em ritmo jornalístico sempre sob o relógio implacável que o João exibia com benevolente severidade. Nesses cinco anos assinei a crítica de 116 livros de FC&F (tanto quanto sei, a mais longa série de críticas de FC&F publicadas profissionalmente em Portugal), escrevi vários artigos, participei numa interessante polémica com o Filipe d'Avillez a propósito de Richard Dawkins, fui entrevistado por ele a propósito da antologia A SOMBRA SOBRE LISBOA, e entrevistei George R.R. Martin, Susana Clarke, Paul McAuley e Nick Sagan.


Ao longo de cinco anos e meio, a OS MEUS LIVROS foi uma revista de referência na área da divulgação literária e editorial nacional. As suas inúmeras entrevistas com autores e editores permanecerão um valioso reservatório de informação e história deste nosso cantinho literário.Durante cinco anos foi a única revista literária portuguesa a abordar de forma séria e entusiástica os géneros do fantástico, e muito particularmente a Ficção Científica. Nunca é demais referir a importância de iniciativas destas no mercado editorial português.

O número que agora se encontra nas bancas (#85, Março de 2009) com o ominoso título "Glória Póstuma" é o último número da revista, cuja publicação foi suspensa por tempo indeterminado no início deste mês e que agora se converteu em definitiva. O mercado editorial assim o dita, o mercado editorial assim fica mais pobre e mais indigente.

Foi um prazer colaborar na OS MEUS LIVROS e por isso aqui deixo o meu muito obrigado ao João Morales por a ter assegurado durante os últimos cinco anos e meio e me ter aturado nos últimos cinco.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Deja Vu: Gótica (Clara Tahoces, 2007)




Bico de Pena, 2008
Tradução de Catarina Fonte
ISBN: 978-989-621-072-4
302 Páginas

Clara Tahoces é uma conhecida “jornalista” espanhola, dedicada aos temas das ditas “ciências ocultas”, facto que transborda desconfortavelmente da composição desta sua quarta novela, galardoada com o Prémio Minotauro em 2007. Gótica é uma corriqueira história de vampiros – ou mais concretamente, vampiras – que pretende disfarçar a total falta de originalidade através de alguma desmistificação dos elementos canónicos dos não-vivos, como sejam a incapacidade de suportar a luz solar ou a impossibilidade de engravidarem. Porém, ao fazê-lo, faz tábua rasa de outras variações anteriores, por mãos de autores bem mais capazes, apresentando-nos uma descarada reinvenção da roda que em nada é beneficiada por uma trama de acção demasiado assente em coincidências e comportamentos ilógicos por parte das personagens. Os leitores de Anne Rice ou Charlaine Harris não encontrarão aqui nada de novo, mas os fãs entusiastas de Stephenie Meyer podem retirar algum prazer de uma versão (pouco) mais adulta de um tema similar.



Uma versão ligeiramente diferente deste texto surgiu na OS MEUS LIVROS #74, Abril de 2009

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Um Ansiado Regresso: As Correntes da Inquisição (Valerio Evangelisti, 1995)




Edições Asa, 2008
Tradução de Regina Valente
ISBN: 978-989-230319-2
256 Páginas



As Correntes da Inquisição” é o segundo dos nove volumes que Valério Evangelisti dedicou, até à data, ao Inquisidor-Geral do Reino de Aragão, Nicolas Eymerich; e, tal como o volume anterior publicado pela Asa em 2006, é um soberbo exemplo de como a exímia mescla de géneros literários – a Ficção Científica, o Romance Histórico, o Policial e o Horror – permite revitalizar uma literatura nacional (neste caso, a Italiana), ao mesmo tempo que reconhece a influência de Umberto Eco na adaptação das receitas genéricas à Literatura Erudita.

Baseado numa personagem real, à qual a formação em ciências Histórico-Políticas de Evangelisti dá corpo e dimensão, Nicolas Eymerich assume-se como uma das mais icónicas personagens da literatura fantástica, aplicando um intelecto portentoso à defesa de uma fé eminentemente irracional. É aí, porém, que reside o grande mérito de Evangelisti, que evita uma abordagem simples e simplista do fenómeno do mal e da religião, dois fenómenos tão intimamente ligados como gémeos siameses e, ao invés, explora as formas retorcidas pelas quais o pensamento racional reforça por vezes as ideias mais disparatadas. E que melhor panorama histórico poderia existir para confrontar a fé e o intelecto de Eymeric com o mal, do que a Alemanha Nazi e a Roménia de Ceausescu, dois cenários onde o mal foi racionalizado ao extremo?

Uma vez mais, é ao entrelaçar hábil de três cronolinhas concorrentes que a narrativa vais buscar toda a sua força, obrigando o leitor a percorrer caminhos de dor, sofrimento e razão que apenas a mente humana soube e sabe criar. Uma série a não perder.

Uma versão ligeiramente diferente deste texto surgiu na OS MEUS LIVROS #73, Março de 2009

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Probabilidades Certeiras: O Ladrão da Tempestade (Chris Wooding, 2006)




Editorial Presença, 2009
Tradução de Miguel Romeira
ISBN: 978-972-23-4088-5
266 Páginas

Chris Wooding (nascido em 1977), autor bem conhecido dos leitores da Colecção Via Láctea, condensa nas escassas 266 páginas deste “O Ladrão da Tempestade” uma riqueza visual e criativa que os jovens autores nacionais publicados na mesma colecção não conseguem igualar em sagas de sete ou oito “tijolos”. Parte dessa riqueza visual emerge do cenário da cidade-ilha Orokos, sujeito a permanentes alterações por via da passagem das tempestades de probabilidades (uma ideia científico-ficcional que vai buscar ecos a Justina Robson, Aldiss e Dick) que tudo alteram à sua passagem, permitindo à narrativa fundir habilmente os registos de fantasia e FC. Mas não só; as referências a uma espécie tecnológica há muito desaparecida e a presença de um golem alado cibernético enriquecem definitivamente a aventura de Rail e Moa, dois jovens ladrões em fuga de um assassino implacável que pretende recuperar um instrumento da antiga tecnologia dos Fade que caiu em seu poder. Uma obra de qualidade superior, que nos faz desejar que toda a literatura infanto-juvenil fosse assinada por Gaiman, Reeves e Wooding.

Uma versão ligeiramente diferente deste texto surgiu na OS MEUS LIVROS #73, Março de 2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

À Deriva no Tempo: A Máquina do Tempo Acidental (Joe Haldeman, 2008)




Europa-América, 2008
Tradução de Catarina Fonseca
ISBN: 978-972-1-06965-8
236 Páginas

Quando Matt Fuller apertou no botão REINICIAR do calibrador de que o professor Marsh o encarregara, nunca pensou acabar envolvido no extremo errado de uma investigação criminal, sentado frente a frente com Jesus numa teocracia tenebrosa ou transportado a um futuro que se assemelha bastante àquele que ele conhece. Nas mãos de Haldeman, porém, este acidental viajante no tempo vai conduzir o leitor pelos labirintos da vasta maleabilidade do real quando submetido às pressões da imaginação friamente lógica de um dos mais consistentes autores de FC. Volvidos quase dois anos sobre a publicação do anterior volume da Colecção Nébula, A Máquina do Tempo Acidental vem agora permitir esperança renovada quanto à continuidade de uma colecção que vinha dando a conhecer aos leitores nacionais algumas obras dos autores mais marcantes no género. Seja bem vinda de volta.


Este texto foi originalmente publicado na revista OS MEUS LIVROS #72, Fevereiro de 2009

sábado, 12 de dezembro de 2009

Sonhar o Impossível: A Física do Impossível (Michio Kaku, 2008)




Bizâncio, 2008
Tradução de Luís Leitão
ISBN: 978-972-53-0406-8
329 Páginas


O estudo do impossível, diz-nos Michio Kaku, professor de Física Teórica na Universidade de Nova Iorque e autor da teoria das cordas, abriu panoramas completamente novos para a ciência. Ora, se há género que sempre explorou as promessas de futuro que se escondem nos “impossíveis” da ciência, esse é a Ficção Científica. Nada mais natural, portanto, do que recorrer às tecnologias propostas pelos mundos da imaginação para estabelecer uma interessante hierarquia de impossibilidades, por vezes com resultados surpreendentes. Assim, servindo-se dos mais recentes conhecimentos na área da física moderna, e das mais inventivas tecnologias dos universos da FC, Kaku analisa a viabilidade científica de alguns tropos recorrentes da arte fantástica – a invisibilidade, as armas de raios, a viagem no tempo e a velocidade supraluminosa, os universos paralelos, o teletransporte, etc. – à luz do conhecimento actual e avança uma antevisão do que seria necessário para a sua futura concretização. Os resultados são fascinantes – a forma de efectivamente tornar invisível Harry Potter merecia ser impressa na contracapa dos volumes de Rowling – as anedotas que emergem do passado da Ciência são deliciosas, e a arte com que Kaku transforma um manual de física numa leitura imparável é digna de um mestre. Com a colaboração de Carlos Fiolhais na revisão dos aspectos técnicos da tradução, é um volume de leitura obrigatória para todos os entusiastas da Ciência e da Ficção Científica… mas muito especialmente para os outros.

Uma versão ligeiramente diferente deste texto surgiu na OS MEUS LIVROS #72, Fevereiro de 2009

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Retrato Quântico de um País dos Trópicos: Brasil (Ian McDonald, 2007)




Gailivro, 2008
Tradução de Leonor Bizarro Marques
ISBN: 978-989-557-566-4
503 Páginas



Ian McDonald tem assinado algumas das mais brilhantes obras de ficção científica de lavra mais recente. Por isso, nunca antes foi publicado entre nós. Sem se sentir agrilhoado por um inclemente rigor científico, aplica no que escreve um rigor intelectual que desde logo distingue mesmo as suas mais fabulosas explorações. Por que com McDonald é sempre de explorações que se trata: de Marte no díptico DESOLATION ROAD, de África na saga da invasão da CHAGA, da Índia no recente RIVER OF GODS. Mas de um outro Marte, de uma outra África, de uma outra Índia… e agora, de um outro BRASIL. Ou, para ser mais correcto de uma miríade de potenciais BRASYS (com Y, como no título original) em coexistência quântica. Parece complicado? Mas não é. O que o leitor encontra abrindo este magnífico volume é uma viagem por três épocas da história do Brasil que nunca existiram ou virão a existir: um 2006 subordinado à febre dos reality shows, um 2032 hiper extrapolado da nossa realidade e um 1732 que serve de palco a uma recriação da célebre viagem Congo acima que Conrad nos legou, aqui em busca de um Kurtz jesuíta. A chave para esta pluralidade de mundos ancorados numa realidade Brasileira que se assume – com todas as suas contradições – como alma do tropicalismo, reside nas lâminas quânticas que permitem cortar o universo em finas camadas probabilísticas. McDonald escreve sobre o futuro assenhoreando-se daquela poesia visionária que encantou gerações de leitores de FC… BRASIL é a porta de entrada ideal para os demais leitores e, esperemos, um primeiro passo para a divulgação da obra de um dos melhores escritores dos últimos tempos.

Uma versão ligeiramente diferente deste texto surgiu na OS MEUS LIVROS #71, Janeiro de 2009

terça-feira, 30 de junho de 2009

Rumo à Lua



Já se encontra nas bancas a edição de Julho da revista OS MEUS LIVROS, a qual conta com um breve artigo sobre a forma como a primeira viagem à Lua foi imaginada nas páginas da Ficção Científica. Afinal, é já no próximo dia 20 que se comemoram os 40 anos da alunagem da missão Apollo 11, naquele que foi o maior feito tecnológico de sempre da História da Humanidade.

Haverá, ao longo do próximo mês, muito que dizer sobre isso e várias oportunidades para o fazer, tanto mais que é também em Julho - no dia 10 para ser mais exacto - que chega às livrarias a antologia COM A CABEÇA NA LUA, um volume editado pela Saída de Emergência para assinalar este aniversário histórico, e que tive o prazer de organizar. Trata-se de uma colectãnea de 10 contos escritos entre 1865 e 1969, representando uma amostra das várias formas como a Ficção Científica encarou um feito que sempre teve por certo.

Entretanto, e para abrir o apetite, aqui fica a primeira página do artigo da OS MEUS LIVROS (o atigo encontra-se entre as páginas 26 e 29):

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Hoje


Apenas uma breve interrupção, nesta breve interrupção, para chamar a vossa atenção para o facto de que é já hoje que tem início o FÓRUM FANTÁSTICO 2008, o único evento nacional inteiramente dedicado a todas as vertentes da literatura e da arte fantásticas.

Ora, e precisamente no dia de estreia do Fórum, a revista OS MEUS LIVROS presenteia os seus leitores com um generoso dossier sobre o estado do fantástico em Portugal. São 10 páginas (de um total de 82 da revista, ou seja, mais de 10% do conteúdo deste mês) inteiramente dedicadas ao Fórum e ao que (bem ou mal) se tem feito nestes últimos anos nesta nossa lusa periferia. Os textos são da autoria de João Morales e deste vosso modesto escriba.

Uma chamada de atenção também para a anunciada renovação da imagem do serviço MB. Dir-me-ão que não tem nada a ver com o tema deste blogue (ou deste post), e de facto não tem. Mas é - como seria de esperar - mais um passo na crescente infantilização da nossa sociedade. Um visual leve, com cartõezinhos animados que piscam os olhos e acenam os bracinhos... Será curioso verificar se os actos de violência contra as caixas ATM não aumentarão depois desta renovação. Eu próprio mal resisto aos meus instintos mais violentos.

A ciência e a tecnologia (com especial destaque para a Medicina) têm-nos proporcionado uma longevidade cada vez maior, dando-nos oportunidade de perpetuar a nossa memória através de obras e legados. Infelizmente, a tendência tem sido para perpetuar apenas a infância. Sinais dos tempos.

São, no entanto, sinais preocupantes. E, se têm acompanhado também as sucessivas actualizações ao programa do Fórum Fantástico, e as várias declarações públicas dos organizadores (com especial destaque para os incansáveis Rogério Ribeiro e Safaa Dib, que por isso merecem o agradecimento e aplauso de todos os fãs da fantasia, do horror e da ficção científica) saberão que uma marcada diminuição de apoios condicionou de certa forma o cartaz deste ano.

Gostava de repetir aquilo que já disse acima, e recordar-vos de que o FÓRUM FANTÁSTICO é o ÚNICO evento anual nacional dedicado à arte e literatura fantásticas. É também a única oportunidade de o fandom se encontrar para pôr a conversa em dia, comentar os últimos livros e filmes, discutir ideias sobre o que estão a ler ou a a escrever, em suma, de conviver num ambiente inteiramente dedicado aos géneros de que tanto desfrutamos e a que dedicamos tanto do nosso tempo. Isso é duplamente importante para aqueles que, como eu, residem longe de Lisboa. Pela primeira vez desde os ENCONTROS LITERÁRIO de 2004, não estarei presente desde o primeiro dia, de mãos coladas ao teclado por prazos já longamente ultrapassados, o que me tem mergulhado em negras considerações.

Num país como este, onde o que de melhor se faz na área do Fantástico é constantemente espezinhado e desprezado, usufruindo de uma longevidade efémera, nunca é garantido que exista o Fórum do próximo ano, o encontro do próximo ano ou a Convenção do próximo ano. Os Encontros organizados pela Simetria em Cascais, não sobreviveram a mais do que quatro edições. Este é o 4º Fórum Fantástico. A organização de um evento desta natureza, sempre feita contra ventos, marés, velhos do Restelo e politiquices críticas e editoriais, apenas é possível de lograr com o esforço e a dedicação de uns poucos, que sacrificando a sua vida pessoal (e dinheiro do seu próprio bolso) nos proporcionam a todos estes quatro dias de imersão nos universos alternativos da cultura popular. E nada é mais frustrante do que o esforço que não é devidamente recompensado.

Por isso, a não ser que tenham algo REALMENTE muito importante que vos impeça de ir até Lisboa, ou se residem em Lisboa, de dar um salto à Faculdade de Belas-Artes, ao Chiado, não faltem a este evento, quanto mais não seja para demonstrarem aos organizadores a vossa gratidão e o vosso apoio ao esforço deles.

É que ninguém os pode obrigar a organizar o Fórum do próximo ano. E se eles resolverem desistir do evento, se resolverem que o esforço deles não é reconhecido e não é recompensado, quem perde são os fãs da Literatura Fantástica...

Quanto a mim, vê-mo-nos por lá Sábado e Domingo.

E desde já, parabéns Safaa e Rogério.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

George R.R. Martin na OS MEUS LIVROS




Já está nas bancas a edição de Setembro de 2008 da revista OS MEUS LIVROS. De epecial interesse para os fãs do fantástico em geral e de Martin em particular, este número da revista traz uma breve entrevista com o autor da Canção do Gelo e do Fogo (publicada entre nós pela Saída de Emergência) realizada por mim durante a sua estadia em Portugal em Julho passado. A entrevista teve uma duração total de cerca de cinquenta e oito minutos e, por imperativos editoriais, muito do que se conversou ficou de fora do texto que agora é publicado. No entanto, os entusiastas e completistas de Martin podem contar com uma nova entrevista com o autor aqui no Blade Runner, provavemente por altura do Fórum Fantástico, em Outubro.