Mostrar mensagens com a etiqueta Notícia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Notícia. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 14 de março de 2008

Cinema em Livro para Amantes do Fantástico

É já daqui a menos de duas horas, que António de Macedo vai apresentar o seu mais recente livro, "Como se Fazia Cinema em Portugal - Inconfidências de um ex-praticante" (Apenas Livros, 2007). O lançamento decorrerá na Cinemateca Portuguesa (Rua Barata Salgueiro, Lisboa), às 19hoo e será seguido da projecção do filme Chá Forte com Limão, cuja realização Macedo assinou em 1993. Chá Forte com Limão foi o seu último filme e é uma história de fantasmas passada nos idos de 1870.

Razões de sobra para regozijo dos fãs do fantástico. Outro motivo de força para comparecer, para além da presença do autor, é o facto de o livro ter uma tiragem de apenas 250 exemplares e um preço módico (€3.50); tratando-se de um opúsculo curioso, que reproduz o aspecto dos livrinhos de cordel do século XVIII, o preço não deixará de ser catalisador de pronto esgotamento de stocks.

Por fim, para aqueles que possam não apreciar o cinema de António de Macedo, convém recordar que muito antes de Soraia Chaves, foi Macedo quem nos ofereceu (a nós, jovens adolescentes em 1982) Helena Isabel, à laia de presente já desembrulhado.

Agora, fora de brincadeiras, é um pedaço de história que hoje é posta à vossa disposição; não percam a oportunidade.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

REI MORTO REI POSTO


Chegou hoje às livrarias A República Nunca Existiu, uma colectânea de catorze contos seleccionados por Octávio dos Santos e editada pela Saída de Emergência. O volume, de aspecto gráfico irrepreensível e de manuseamento extremamente agradável (conta apenas com 212 páginas) marca a primeira aposta nacional num dos sub-géneros mais difíceis e estimulantes da FC, como é a História Alternativa.

Desta feita, o desafio lançado aos autores foi a criação de um Portugal onde o Regicídio de 1908, sobre o qual se cumprirão 100 anos no próximo dia 01 de Fevereiro, nunca teve lugar, dando origem a uma (ou melhor, a várias) cronolinha onde a República nunca foi instaurada entre nós.

Entre os autores que podemos encontrar no índice contam-se Miguel Real, João Aguiar, José Lopes, Maria de Menezes, Gerson Lodi-Ribeiro e o próprio organizador. Também este vosso escriba lá verteu uma curta ficção, de seu título "A Noite das Marionetas".

A título pessoal, posso dizer que o projecto, face ao qual tive algumas reservas iniciais, acabou por se revelar absolutamente fascinante. Uma vez escolhido o concreto período histórico para situar a acção (1916, ano da entrada de Portugal na I Grande Guerra), o rápido avolumar de informação e referências bibliográficas fez-me expandir a ideia inicial que cresceu muito para além do conto incluído na antologia; na verdade, este "A Noite das Marionetas" é um segundo conto, escrito após a ideia inicial ter extravasado muitíssimo do limite estabelecido pelo Octávio (outros autores sofreram com esse problema, sendo que a contribuição de um deles teria enriquecido bastante o resultado final); para os mais curiosos, a ideia inicial, excluída da antologia, acabou por se converter num projecto mais alargado, com o título Zeppelins Sobre Lisboa, a ser publicado sob a forma de seriado a partir da BANG!#4 (Abril de 2008).

No entretanto, podem os leitores explorar as 14 realidades alternativas que Octávio dos Santos seleccionou.

Boas leituras!

sábado, 25 de agosto de 2007

A MORTE DO MANDARIM: EDUARDO PRADO COELHO (1944-2007)


Faleceu hoje Eduardo Prado Coelho.

Li-o pela primeira vez na há muito falecida revista Opção (1976-1978), e depois, apenas quando o tema me interessava.

Recordo, essencialmente, a incapacidade de lidar com a arte e a cultura populares, a postura sectária em defesa de Sob o Signo da Verdade (2006) de Manuel Maria Carrilho e o obscurantismo pós-moderno no ataque à ciência e em defesa de Boaventura Sousa Santos.

Dele escreve Eduardo Pitta que "foi o intelectual português mais influente dos últimos 25 anos", o que diz muito, e que "nada voltará a ser como dantes", o que poderá não dizer o suficiente.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

CONTAGEM DECRESCENTE


Com apenas trinta e um anos, David Soares escavou já um nicho muito confortável no imaginário português, preenchendo-o com fervilhantes pesadelos visuais, literários e até auditivos (o curioso e conseguido DVD Lisboa). Que não tenha conseguido ainda penetrar na atenção crítica do mainstream serve apenas para enriquecer ainda mais o prazer daqueles que procuramos cada novo trabalho seu, saboreando o prazer pecaminoso das pequenas descobertas proibidas.

Tudo isso pode mudar subitamente no próximo dia 5 de Setembro, quando a Saída de Emergência colocar nas prateleiras das livrarias a sua última opus (e seu primeiro romance), A Conspiração dos Antepassados, um tomo de cerca de 400 páginas que reúne Fernando Pessoa, Aleister Crowley e os labirintos da História, numa narrativa de imparável dinamismo e aturada pesquisa.

Aproveitem por isso para saborear os anteriores títulos do David [Os Ossos do Arco-Íris (2006), As Trevas Fantásticas (2005), Mostra-me a Tua Espinha (2001) e os seus inúmeros álbuns de BD) enquanto não se torna um best-seller.

À laia de aperitivo, podem ler aqui excertos dos três primeiros capítulos desta prometedora Conspiração.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

AO VENCEDOR, OS LOUROS


É hoje finalmente revelada a identidade do vencedor do 1º Concurso de Contos de Terror do CTLX, de cuja escolha tive a honra e o prazer de participar com o David Soares e o António de Macedo.

Do número inesperado de manuscritos, decidimos extrair ainda uma "menção honrosa", por entendermos ser de todo o interesse incentivar a permanência no - e o aprofundamento do -género por autores que revelaram capacidade para se moverem com algum à vontade pelos corredores tortuosos do fantástico.

Quer o vencedor, quer a menção especial do júri, mereceram unanimidade na sua escolha, facto que é sempre digno de ressalvar.

O Concurso, o primeiro do género em Portugal, onde o Horror é tão maltratado pela crítica, pelos autores e pelas próprias editoras, contou com a participação de 90 originais, os quais se bateram por lograr engalinhar a pele rija dos três elementos do júri. Alguns conseguiram, mas não pelos melhores motivos.

Os contos seleccionados integrarão uma colectânea de contos a ser editada em parceria pelo Cineclube de Terror de Lisboa e pelas Edições Chipanzé Intelectual. O lançamento encontra-se aprazado para Setembro, durante o 1º MOTELx - FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE TERROR DE LISBOA.

O Blade Runner vai acompanhar de perto o Festival, pelo que esperem por algumas críticas aos filmes seleccionados para a mostra, bem como as notícias mais sangrentas e aterradoras.